1992
O Rock In Rio de 1991 foi muito marcante para todos nós que curtíamos música. Iríamos assistir, pela TV, o Guns N' Roses, Prince, Judas Priest e outras bandas. Porém, uma galera desconhecida roubou a cena e nos conquistou de cara: FAITH NO MORE. Foi um show de primeira, onde a banda toda chamava muita atenção e as músicas eram realmente muito boas. E tinha o vocalista Mike Patton que detonou... As músicas desse show se encontravam no grande disco The Real Thing (que eu gravei do Alessandro Garoto, já que até então só ele tinha o LP), disco que logo estourou com hits que todos nós conhecemos bem. Passado toda a novidade em torno da banda ficamos aguardando o próximo disco, que seria o quarto do Faith. Em 1992 chegava o genial Angel Dust, onde o grupo se afastava um pouco do estilo do cd anterior e passava a ditar novas regras para a música pesada. Estavam num momento de ousar muito e isso pode ser ouvido em coisas como Caffeine, RV, Smaller And Smaller, Malpractice, Kindergarten, Be Aggressive e Crack Hitler. Dois hits maravilhosos impulsionaram o cd: Midlife Crisis e A Small Victory. Fechando o disco duas pérolas: Jizzlobber (a melhor na minha opinião) e um cover de John Barry, a faixa Midnight Cowboy.As edições brasileiras, inglesas e japonesas traziam como faixa bônus Easy, cover do Commodores e a edição japonesa trazia ainda a faixa As The Worm Turns, que originalmente saiu no primeiro da banda (We Care A Lot) e aqui vinha numa nova versão, com os vocais de Mike. Na época não entendi muito bem o disco, acho que esperava outro The Real Thing e hoje ouço direto o Angel. Apenas 12 anos se passaram desde esse lançamento e ele é tido como influência para milhares de bandas novas (o System Of A Down por exemplo). Adquira já...

Escrito por rodrigo flávio às 09h49
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OBA!!!!!!
 
Dois artistas que estão entre os "prediletos da casa" terão seus novos cds lançados no início de junho. O primeiro deles é o Sonic Youth, que manda seu décimo terceiro disco de uma brilhante carreira. Sonic Nurse é o nome do disco (que sucede o ótimo Murray Street, de 2002).
 
Quem também está de volta é a musa inglesa P.J. Harvey. Uh Huh Her é o seu sexto disco e a espera foi grande, já que seu último cd tinha saído em 2000 (Stories From The City,Stories From The Sea). Estou louco para ouvir esses dois lançamentos, afinal são dois nomes que estarão sempre na minha coleção.
Escrito por rodrigo flávio às 11h52
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Dica do dia
Uma das bandas mais queridas do rock dos anos 90 foi sem dúvida nenhuma o Pavement. Em 2000 foi anunciado o fim do grupo, deixando um legado de cinco discos maravilhosos. O guitarrista Stephen Malkmus foi logo lançando em 2001 seu primeiro cd solo. Enquanto isso, o outro guitarrista e compositor da banda Scott "Spiral Stars" Kannberg formava o ótimo Preston School Of Industry. Completavam a banda os músicos Jon Erickson no baixo e Andrew Borger na bateria, ambos vindos do grupo Moore Brothers. Já em 2001 saiu o primeiro play do Preston, chamado All This Sounds Gas. O segundo lançamento veio agora, em 2004. Monsoon é o nome do cd. É claro que o indie rock praticado por Scott traz elementos do Pavement, mas outras referências aparecem, como por exemplo: The Fall, The Kinks, Guided By Voices, Built To Spill, Sebadoh e Echo & The Bunnymen. Boa pedida...
 
Escrito por rodrigo flávio às 20h30
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Grandes bandas da história
O novo álbum do New Order está praticamente pronto. O sucessor de Get Ready (2001) está sendo finalizado no estúdio de Peter Gabriel, o Real World, em Bath, na Inglaterra. O tecladista e guitarrista Phil Cunningham , que participou do grupo Electronic (projeto paralelo de Summer), também está ajudando nas guitarras. Para a produção a banda optou por trabalhar com John Leckie (Stone Roses e Radiohead) e Steven Street, produtor do Blur e do Smiths. Segundo revelou Bernard Sumner o som está bem animado e bem parecido com o do álbum Technique (1989). Vem coisa boa por aí. Acho impressionante a obra do New Order. É clássico atrás de clássico. Vou recomendar o terceiro álbum da banda, Low Life, de 1985. O disco contém maravilhas como Love Vigilantes, The Perfect Kiss, Sunrise, Elegia e Subculture.

Escrito por rodrigo flávio às 20h01
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Grandes discos de covers
A cada semana irei postar sobre discos constituídos por covers. O primeiro escolhido é o grande Pin Ups, de 1973, do mestre David Bowie. Neste álbum, Bowie homenageia seus ídolos dos anos 60 e o repertório é perfeito. O cd traz Rosalyn e Don't Bring Me Down, músicas da banda inglesa The Pretty Things; Here Comes The Night, sensacional música do Them, banda da qual Van Morrison fazia parte; I Wish You Would e Shapes Of Things, essas do The Yardbirds; See Emily Play, do Pink Floyd fase Syd Barrett; Everythings Alright, da obscura The Mojos; I Can't Explain e Anyway Anyhow Anywhere, da lenda The Who!; Friday On My Mind, dos australianos do The Easybeats; Sorrow, do Merseys e Where Have All The Good Times Gone, do The Kinks. Esse repertório faz parte do álbum original. Em 1990 foi lançada uma nova edição com duas bônus tracks: Growin' Up, de Bruce Springsteen e um b-side de Sorrow, a faixa Port Of Amsterdam, da banda The Johnstons. O disco é muito legal e Bowie está muito bem acompanhado. Confira a banda: Mick Ronson (guitar,piano,vocals); Ron Wood (guitar); Trevor Bolder (bass); Aynsley Dunbar (drums) e David Bowie (vocals,guitar,sax). Além disso, vale a pena conhecer essas bandas gravadas no disco.
Escrito por rodrigo flávio às 18h38
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FAB FOUR
Será que Revolver, lançado em 1966, é definitivamente a melhor obra dos Beatles? A enquete está lançada, espero que a galera deixe suas opiniões e comentários.

Escrito por rodrigo flávio às 18h28
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BOX DO ANO
Finalmente será possível ouvir na íntegra a obra de Wilson Simonal na EMI-Odeon. A caixinha intitulada Wilson Simonal Na Odeon (1961-1971) traz nove cds que passam pelos doze lps lançados pelo cantor e pelos compactos, lados-b e raridades. Os discos são: Tem Algo Mais (1963), A Nova Dimensão Do Samba (1964), S'Imbora (1965), Wilson Simonal (1965), Vou Deixar Cair... (1966), Wilson Simonal Ao Vivo (1967), Alegria, Alegria!!! (1967), Alegria, Alegria Vol.2 (1968), Alegria, Alegria Vol.3 (1969), Alegria, Alegria Vol.4 (1969), Simona (1970) e Jóia (1971). A obra desse sensacional artista voltou a ser mais valorizada nos últimos anos e confesso que a primeira vez que escutei um cd de Simonal fiquei completamente rendido. Ele começou arrasando pela bossa nova, mas sempre injetou em sua música uma cadência única, transitando pelo samba, funk, jazz, soul music e muita entrega vocal. O box traz também um livreto com história e fotos. Em junho de 2000 Wilson Simonal morreu sem ver sua obra tão reconhecida e valorizada. Também não viu seu nome ser absolvido pela OAB, no episódio onde foi responsável por ter delatado colegas ao regime militar. Não podemos esquecer ainda do grande Som 3, trio composto por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, banda que fazia todo aquele som delicioso para Simonal entrar com sua voz.

Escrito por rodrigo flávio às 11h30
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