O dia não foi muito bom
Realmente não dá pra dizer que o dia 10 de junho foi muito bom para a música. Depois de Ray Charles, quem também nos deixou foi a violonista e compositora carioca Rosinha de Valença. Ela estava em estado de coma desde 1992, devido a uma paralisia cerebral. Tinha 62 anos e morreu de uma insuficiência cardiorespiratória. Rosinha foi uma das melhores violonistas da música brasileira, ao lado de nomes como Luís Bonfá, João Gilberto, Toquinho e seu amigo e parceiro Baden Powell, com o qual deu um novo rumo na música instrumental de nosso país. Além de Baden, tocou com Sérgio Mendes, Martinho da Vila, Maria Bethãnia, Nara Leão, Eliana Pittman, Quarteto Em Cy e desenvolveu uma bela carreira solo, onde os destaques são: Apresentando Rosinha de Valença (1963); Rosinha de Valença Apresenta Ipanema Beat (1970, seu melhor disco); Um Violão Em Primeiro Plano (1971); Cheiro De Mato (1976) e Sivuca E Rosinha de Valença Ao Vivo (1977). Ela também se apresentou no programa O Fino Da Bossa e sempre esteve engajada em movimentos para a valorização da música instrumental brasileira, ganhando inclusive um prêmio da Ordem dos Músicos do Brasil por esses trabalhos. Infelizmente, muita gente nunca tinha ouvido falar em Rosinha (coisas do Brasil)...

Escrito por rodrigo flávio às 17h51
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Ray Charles
Infelizmente a música perdeu um de seus grandes nomes: Ray Charles. Ele tinha 73 anos e sofria do fígado. Sem dúvida nenhuma, Ray é um dos artistas mais influentes de toda a história e trazia em seu som blues, rock, soul, jazz e gospel. Aliás, ele foi um dos inventores da soul music, emplacando hits como What'd I Say, Let's Go Get Stoned, I Got A Woman, Unchain My Heart, Georgia On My Mind, I Can't Stop Loving You e nos deixa uma obra riquíssima. A homenagem do ideias musicais ao grande Ray é recomendar o maravilhoso álbum Modern Sounds In Country And Western Music, de 1962 e se deliciar com a voz e o piano do mestre.

Escrito por rodrigo flávio às 16h27
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The Sundays
É incrível como algumas ótimas bandas desaparecem no tempo ou gravam poucos discos. O The Sundays é uma delas. Começaram em 1987 e deixaram três belíssimos cds. A banda é formada pela dupla de compositores David Gavurin (guitarra) e Harriet Wheeler (vocalista magistral e voz angelical), mais Paul Brindley (baixo) e Patrick Hannan (bateria). As primeiras referências ao ouvir o grupo são Cocteau Twins e The Smiths, porém o The Sundays agrada pela sonoridade limpa e perfeita de suas músicas. O primeiro cd veio em 1990 e é maravilhoso. O título: Reading, Writing And Arithmetic. Esse disco apresenta os hits Can't Be Sure, Certain Someone e a fabulosa Here's Where The Story Ends. Conheci esse disco lá na salinha do Eurico, no CLRC (eu, o Marcílio e o Reis ouvimos muito esse LP). Dois anos depois, em 1992, viria o segundo disco: Blind. Desta vez os hits foram as músicas On Earth, Blood On My Hands e uma versão muito especial para Wild Horses, dos Stones. A banda ainda lançaria cinco anos depois, em 1997, seu último suspiro, chamado Static & Silence, que trazia coisas como Summertime e Another Flavour. Hoje em dia, David e Harriet são casados, tem um filho chamado Billie e levam uma vida normal. Ouçam os discos do The Sundays e tenham bons sonhos...
 
Escrito por rodrigo flávio às 19h58
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Acaba de ser lançado o cd do Velvet Revolver, uma "super-banda" composta por pessoas bem conhecidas de todos nós: Duff "Rose" McKagan (Guns N' Roses, Neurotic Outsiders), Slash (Guns N' Roses, Slash's Snakepit), Matt Sorum (Guns N' Roses, The Cult), Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e Dave Kushner (Wasted Youth, Dave Navarro). Ainda não pude escutar o som da banda, mas sempre gostei muito dos trabalhos desses músicos, principalmente o Slash e o Scott Weiland. A banda apareceu na trilha sonora do filme "Hulk" e a idéia deu certo. Agora sai o primeiro cd, intitulado Contraband. Deve ser muito bom...

Escrito por rodrigo flávio às 19h39
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